UM ALERTA À COMUNIDADE

Uma terrível ameaça aos nossos filhos. Leia essa matéria escrita por um psicólogo cristão e esteja preparado para lutar contra a 'baleia azul'.

"Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará. Longe de mim o coração perverso; não quero conhecer o mal. Sal. 101:3 e 4.

Há razão para profunda solicitude de vossa parte por vossos filhos, os quais estão em face da tentação a cada passo. É-lhes impossível evitar o contato com más associações. ... Contemplarão imagens e ouvirão sons, e estarão sujeitos a influências desmoralizantes que, a menos que delas se guardem inteiramente, imperceptível mas seguramente lhes corromperão o coração e deformarão o caráter. ... Maranata, p. 143

 Um novo “jogo” surgiu nas redes sociais e tem preocupado famílias e autoridades em diversos países. Trata-se do The blue Whale Challenge, ou O Desafio da Baleia Azul. Esse desafio encoraja crianças e principalmente adolescentes a participarem de uma série de 50 tarefas que vão desde assistir filmes de terror às 4h e 20 min. e ouvir músicas psicodélicas (tristes) até adoecer e automutilar-se (cortar-se, espetar-se com agulhas, fazer desenhos no corpo com objetos cortantes etc.), chegando por fim ao suicídio que seria o desafio final.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a International Association for Suicide Prevention (Iaps) instituíram 10 de setembro como o Dia Mundial para Prevenção do Suicídio. O Relatório Global para Prevenção do Suicídio revelou que mais de 800 mil pessoas dão fim à própria vida todos os anos no mundo. O Brasil é o oitavo país, nas Américas, em número de suicídios ocupando 113º lugar no mundo. O levantamento diz ainda que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio e o tabu em torno deste tipo de morte impede que famílias e governos abordem a questão abertamente e de forma eficaz.

O comportamento suicida inicia-se com pensamentos de autodestruição, passando por ameaças, gestos, tentativas de suicídio e finalmente, a consumação do ato.

O assunto ainda é constrangedor em todo mundo, evitado, proibido. De um modo geral, a população tem a tendência de negar essa realidade, especialmente quando ocorre com crianças e adolescentes. No entanto, sabe-se que os adolescentes são especialmente vulneráveis a reagirem com atitudes suicidas quando expostos a sérios conflitos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio está entre as dez principais causas de morte para todas as pessoas maiores de cinco anos de idade e ainda está entre as três principais causas de morte para as pessoas de ambos os sexos com idade entre 15 e 34 anos.

 

Adolescência, breves considerações

          A adolescência é um período marcado por diversas mudanças profundas. É uma fase de transição da infância para a fase adulta, onde as relações sociais serão ampliadas para além da vida em família.

Mudanças corporais ocorrerão durante a puberdade provocando alterações internas e externas repercutindo na vida psíquica e vice-versa. O adolescente perde o corpo da infância e ganha um corpo desconhecido que causa grande inquietude, passando a viver o impacto da maturação sexual. A sexualidade ganha impulso. Antes “calada, silenciosa, agora grita” fazendo novos apelos, exigências e questionamentos, instalando-se muitas vezes, um mal estar.

A segurança de infância e o heroísmo das figuras parentais terão suas imagens destruídas provocando separação e intenso trabalho de luto pela ruptura desses laços tão fortes da fase de criança. Ou seja, o jovem começará a buscar respostas aos seus próprios questionamentos, assumir responsabilidades novas por seus atos e seus próprios interesses. Surge em seguida, a necessidade de mostrar ao mundo e a si mesmo que ele pode ter ideias próprias, pensar sobre a vida e escolher seus próprios caminhos. No entanto, não é uma tarefa fácil de ser assumida. O jovem ainda oscila entre suas escolhas e vontades e as manifestações de uma imaturidade própria da idade que o impede de agir. É extremamente importante neste momento que os pais, e/ou quem faz a função dos mesmos servirem como referencial e apoiarem seu filho (a) nessa travessia encorajando-o (a) a ir adiante ou mudar o curso da vida, porém, jamais assumindo a direção das escolhas, mas ora incentivando, ora promovendo reflexões e mostrando sempre as consequências, sejam elas boas ou ruins. Caberá ao pai ou ao seu substituto assumir o lugar da “lei ordenadora” da cultura quando necessário.

Muitos adolescentes não se abrem com os pais devido a falta de preparo destes para ouvi-los preferindo ter um “melhor amigo”, ou um grupo ou uma turma para compartilhar suas vivências e superar o “mal-estar” instalado nesta fase. Junto ao novo grupo, ou ao “melhor amigo”, ele (a) buscará o seu jeito adolescente de ser, formando seu gosto e o próprio estilo. Começa também a criar novas normas, regras e assumir novos valores. Ele (a) irá além das ideias do círculo de família e da cultura. Começa uma certa transgressão dos mesmos, até certo ponto necessária dentro dos seus limites, para firmar sua própria personalidade não se tornando mero autômato, mas capaz de tomar decisões e fazer escolhas sábias. Entretanto, o que se vê na atualidade, é a banalização das ideias, indo a extremos, tornando o corpo o objeto da transgressão através de tatuagens, uso de piercing em várias partes do corpo, pinturas de cabelo exageradas e em tons inusitados. Mudanças drásticas no visual. O corpo não fala, mas age, podendo aparecer inúmeros sintomas como anorexia, bulimia (transtornos alimentares), toxicomania (envolvimento com drogas lícitas e ilícitas). Entre as jovens, poderá surgir a gravidez precoce como uma saída para o impasse do “mal estar” em relação ao sexual.

É comum o isolamento social e o voltar-se interiormente (ensimesmamento) como uma defesa diante das dificuldades encontradas durante o processo do adolescer. Diante deste contexto, caso os pais e/ou quem faz a função dos mesmos abandone sua posição, sendo alheio ou não se interessando pelo adolescente e o deixando sozinho (a) neste momento de transição, ele poderá substituir a família por um sintoma de efeito lento, mas catastrófico provocando lesões, mutilações ou mesmo a morte por não saber lidar com seus conflitos.

O jovem sempre formará novos laços sociais e nessa busca poderá se envolver com um tirano que o conduza a destruição. Por laços de amizades poderá chegar a delinquência, ao uso de drogas e bebidas, à violência e várias outras formas de marginalidade que na grande maioria das vezes será o reflexo da ausência ou negligência dos pais e/ou da família.

Além destes fatores, há os comportamentos de risco que se originam da necessidade de experimentar o novo e desafiar o perigo. Impulsionado pelo mito da indestrutibilidade, o jovem pode acreditar que “nada de mal lhe acontecerá e que dará conta de controlar tudo”. Esta tendência a agir impulsivamente como forma de solucionar a crise instaurada poderá levar esse jovem a fazer escolhas sem considerar a possibilidade de causar danos, no presente ou no futuro, a si mesmo e/ou a outrem.

A soma de diversos fatores vivenciados de forma negativa em família, grupos sociais e redes sociais, a impulsividade, os comportamentos de risco e a predisposição à depressão são os principais gatilhos para a perda do sentido da vida e consequentemente o suicídio. Além disso, a divulgação do suicídio em mídias diversas cria uma espécie de contágio estimulando até certo ponto o surgimento de novos casos.

Fatores de risco ao suicídio

Os principais fatores de risco para o suicídio entre os adolescentes de modo geral são: idade, tentativa prévia, transtorno de humor, depressão, abuso de drogas lícitas e ilícitas, ausência de apoio familiar, história familiar de doenças psiquiátricas, história familiar de comportamento suicida, doença física grave e/ou crônica, eventos estressores, orientação sexual. A baixa autoestima, os conflitos familiares, o fracasso escolar, as perdas afetivas são sintomas que, associados às condições de estresse emocional, podem colocar os jovens em grupo de risco para o suicídio.

A violência psicológica e/ou sexual sofrida na infância/adolescência constitui outro importante fator de risco, assim como a depressão, a desesperança e a ideação suicida. É importante salientar ainda que são frequentes os indícios sobre a intenção suicida ou pensamentos de morte.

O suicídio deve ser visto mais como um ato de comunicação do que como um gesto único. E um ato que representa uma comunicação para uma sociedade e a família que o impediu ou não lhe deu a devida atenção para comunicar-se de outras formas. Muitos adolescentes se expressam direta ou indiretamente com bilhetes, falas, isolamento e intolerância à dor. Entretanto, esses indícios nem sempre são percebidos, sendo, às vezes, negados por familiares, amigos ou pessoas próximas.

Por outro lado, uma pequena porcentagem de suicídios ocorre em adolescentes vulneráveis que estão expostos ao suicídio na vida real, ou através da mídia, ou sob influência de alguém que tenha comportamento suicida. Há estudos que aplicam principalmente no que se refere ao suicídio na adolescência, o termo “suicídio contagioso”, utilizado para definir um excessivo número de suicídios que ocorrem em questão de pouco tempo um do outro, ou em proximidades geográficas (na mesma comunidade, por exemplo). Um suicídio facilita a ocorrência de outro, pois a imitação do processo serve como modelo para sucessivos suicídios. Esse contágio pode se dar através de contato direto com a vítima, pela amizade com esta, por transmissão da mídia ou por conhecimento de boca-a-boca. O “suicídio contagioso” está relacionado com o mecanismo das epidemias de suicídio, com identificação e imitação maciça. Devido a essas características, este fenômeno pode, portanto, ser comum entre os adolescentes.

 

Sinais de depressão em crianças

 

Em crianças pré-escolares (idade até seis a sete anos), a manifestação clínica mais comum é representada pelos sintomas físicos, tais como dores (principalmente de cabeça e abdominais), fadiga e tontura.

As queixas de sintomas físicos são seguidas por ansiedade (especialmente ansiedade de separação), fobias, agitação psicomotora ou hiperatividade, irritabilidade, diminuição do apetite com falha em alcançar o peso adequado, e alterações do sono. Alguns autores ainda citam, com menor frequência, a ocorrência de enurese (xixi na cama) e encoprese (prisão de ventre), fisionomia triste, comunicação deficiente, choro frequente, movimentos repetitivos comportamento agressivo e destrutivo. O prazer de brincar ou ir para a pré-escola diminui ou desaparece e as aquisições de habilidades sociais próprias da idade não ocorrem naturalmente.

Destacam-se ainda, que o comportamento autodestrutivo na forma de bater a cabeça severa e repetidamente, morder-se, engolir objetos perigosos e a propensão a acidentes pode ser um equivalente suicida em crianças que não verbalizam emoções. Entretanto, a ideação suicida nesta faixa etária é considerada de ocorrência rara, podendo ocorrer em casos especiais.

Em crianças escolares (idade entre seis a sete anos até doze anos), o humor depressivo já pode ser verbalizado e é frequentemente relatado como tristeza, irritabilidade ou tédio. Apresentam aparência triste, choro fácil, apatia, fadiga, isolamento, declínio ou desempenho escolar fraco, podendo chegar à recusa escolar, ansiedade de separação, fobias e desejo de morrer. Também podem relatar concentração fraca, queixas somáticas, perda de peso, insônia e sintomas psicóticos (alucinações auditivas depreciativas e, menos frequentemente, delírios de culpa e pecado).

O declínio no desempenho pode dever-se à fraca concentração ou interesse, próprios do quadro depressivo. É comum a criança não ter amigos, dizer que os colegas não gostam dela ou apresentar um apego exclusivo e excessivo a animais. Inabilidade em se divertir (anedonia), pobre relacionamento com seus pares e baixa autoestima, se descrevendo como estúpidas, bobas ou impopulares também podem estar presentes.

 Tanto em crianças pré-escolares como nas escolares a depressão pode tornar-se clara através da observação dos temas das fantasias, desejos, sonhos, brincadeiras e jogos, com os conteúdos predominantes de fracasso, frustração, destruição, ferimentos, perdas ou abandonos, culpa, excesso de autocríticas e morte.

 

Depressão em Adolescentes

 

A manifestação da depressão em adolescentes (idade a partir de doze anos) costuma apresentar sintomas semelhantes aos dos adultos, mas também existem importantes características fenomenológicas que são típicas do transtorno depressivo nesta fase da vida. Adolescentes deprimidos não estão sempre tristes; apresentam-se principalmente irritáveis e instáveis, podendo ocorrer crises de explosão e raiva em seu comportamento. Estudos mostram que mais de 80% dos jovens deprimidos apresentam humor irritado e ainda perda de energia, apatia e desinteresse importante, retardo psicomotor, sentimentos de desesperança e culpa, perturbações do sono, principalmente sono excessivo, alterações de apetite e peso, isolamento e dificuldade de concentração.

Outras características próprias desta fase são o prejuízo no desempenho escolar, a baixa autoestima, as ideias e tentativas de suicídio e graves problemas de comportamento, especialmente o uso abusivo de álcool e drogas.

O desenvolvimento do pensamento abstrato se faz ao redor dos doze anos de idade, trazendo uma compreensão mais clara do fenômeno da morte, consequentemente, nos adolescentes depressivos tanto as ideias de suicídio como as tentativas, que costumam apresentar alta letalidade, alcançam uma dimensão maior, pois os adolescentes são altamente vulneráveis às mesmas. Em pesquisa sobre sintomas de depressão maior em adolescentes entre quatorze e dezoito anos de idade, em amostra comunitária no Oregon Adolescent Depression Project, nos EUA, encontraram como sintomas mais prevalentes o humor deprimido, alterações do sono e dificuldades no pensamento (problemas de concentração e pensamento negativista), e como sintomas mais estáveis o humor deprimido e perda de prazer no antes era prazeroso.

Outros estudos demonstram que as garotas relatam mais sintomas subjetivos, como sentimentos de tristeza, vazio, tédio, raiva e ansiedade. As garotas costumam ter, também, mais preocupação com popularidade, menos satisfação com a aparência, mais conscienciosidade e menos autoestima, enquanto que os garotos relatam mais sentimentos de desprezo, desafio e desdém, e demonstram problemas de conduta como: falta às aulas, fugas de casa, violência física, roubos e abuso de substâncias. Destacam que o abuso de álcool na adolescência pode ser um forte indicador de depressão.

Como orientação aos missionários, segue a sugestão do que não deve ser considerado normal, alertando para provável presença de quadro depressivo durante a adolescência: os estados de humor irritável ou depressivo duradouro e/ou excessivos, os períodos prolongados de isolamento ou hostilidade com família e amigos, o afastamento da escola ou queda importante no rendimento escolar, o afastamento de atividades grupais e comportamentos como abuso de substâncias (álcool e drogas), violência física, atividade sexual imprudente e fugas de casa. O adolescente costuma ser a melhor fonte de informação quanto ao seu sofrimento depressivo, e seus colegas e amigos são os que mais facilmente reparam nas modificações ocasionadas pela doença. Vários autores destacaram que os pais e professores muitas vezes não estão cientes da depressão em seus filhos e alunos adolescentes.

 

Fatores de sucesso na prevenção do suicídio:

 

Os principais fatores que desempenham essa função são: boa relação e apoio familiar; bons relacionamentos sociais, como exemplo, a igreja; senso de propósito para a própria vida; capacidade para receber conselho e buscar ajuda quando surgem problemas; adoção de valores e tradições culturais; integração social. Torna- se importante o reconhecimento desses fatores pelos líderes religiosos e as famílias, viabilizando o acesso às várias intervenções junto ao adolescente e apoio para a busca de ajuda, principalmente, aos grupos de risco mais vulneráveis, como portadores de transtornos mentais como a depressão e/ou usuários de drogas lícitas e lícitas.

Ao considerar os fatores de risco e de proteção para o suicídio, não se pode perder de vista que toda tentativa de suicídio, em especial de um adolescente, é dirigida a alguém e expressa uma necessidade de afeto, de amor, de ser ouvido e reconhecido como pessoa. Deve ser interpretada como uma pergunta que requer resposta.

 

As Redes Sociais

Depois de compreender os motivos e os riscos de suicídio entre crianças e adolescentes, é importante entender alguns perigos das redes sociais.

As redes sociais tornaram-se durante a noite uma das coisas mais populares para fazer na internet. E é uma das experiências mais agradáveis ​​que inúmeras pessoas podem ter na internet. Mas com elas vem certo risco e responsabilidade para você e sua família. Embora muitos sites de redes sociais tenham configurações de privacidade, a responsabilidade de acesso se resume ao usuário postar informações privadas em uma internet pública. Esteja sempre ciente de que quando você postar algum conteúdo para o seu perfil, você está postando na internet. Uma rede globalmente acessível de informações sem restrições. Você não pode levá-lo de volta depois de publicá-lo, e você pode se arrepender no futuro. 

O Desafio da Baleia Azul é promovido nas redes sociais, onde uma criança ou adolescente recebe um convite para “jogar” ou é pressionado por um estranho contendo informações pessoais do adolescente e sua família, ameaçando-o (a) de morte ou a seus familiares, caso recuse o “desafio”. O jovem que está numa fase de transformações profundas na vida e enfrenta diversos conflitos no dia a dia, ou como mencionado anteriormente, está vulnerável, fragilizado, sentindo-se sozinho, sem apoio da família que está alheia aos seus sofrimentos emocionais e é desestruturada, acaba se envolvendo no mortal perigo escondido no universo cibernético. Exemplos: convencem as meninas de que são “gordas”, dizem aos rapazes que são "perdedores" neste mundo. "E que há outro mundo e eles estarão entre os escolhidos”. Assim, operam humilhando e rebaixando ainda mais a autoestima que já estava mal.

Quando o Desafio da Baleia Azul é aceito, um curador começa a enviar desafios para o adolescente e solicitar fotos e vídeos que confirmem o cumprimento das regras. Ao que tudo indica, um estágio depressivo é gerado ou agravado com mensagens aterrorizantes como ameaças de morte, tarefas para ouvir músicas tristes durantes muitas horas, perda de sono, filmes de terror e automutilações. Tudo isso aumenta a ansiedade, gera estresse e depressão e/ou agrava o quadro em quem já sofria desses males levando por fim ao temido suicídio. Por isso, se faz necessário que pais sejam proativos em saber com quem seus filhos estão em rede. Se você tem uma criança usando facebook você deve ser extremamente cuidadoso e ensinar seu filho a olhar para os perigos. Ensine-os que conteúdos podem acessar e quais informações podem passar para pessoas de fora. Mesmo em salas de bate-papo, eles não devem dar seus detalhes de contato específicos nunca porque eles não sabem com quem estão falando. Dificilmente os pais sabem quem está falando com seus filhos ou que espécie de conteúdo eles estão acessando.

Segurança para Crianças em Redes Sociais

Com uma rede de mais de 450 milhões de pessoas no Facebook e inúmeros milhões em outros sites de redes sociais em todo o mundo, é provável que você encontrar algumas pessoas perigosas. Então você precisa tomar medidas para evitar que sua família esteja em risco.

Mantenha sua lista de amigos e defina suas configurações de privacidade para " Amigos SOMENTE ", não "Amigos de amigos", porque você só pode controlar o que você faz e não o que o  outras pessoas fazem. Se um dos seus amigos adicionou uma pessoa perigosa ele terá acesso a todas as suas informações e fotos se você estiver usando as configurações de privacidade erroneamente e adicionando “amigos de amigos”.

Não faça postagens de informações pessoais, não divulgue endereço, telefone e fotos pessoais publicamente ou para pessoas desconhecidas.

Dicas à família:

1 – Esteja atento a qualquer mudança de comportamento. Se a criança ou adolescente perdeu apetite, ou fica muitas horas isolado no quarto ou internet é um sinal de alerta.

2 – Observe as roupas que passou a usar e se está escondendo o corpo dos familiares, algo que não acontecia anteriormente.

3 – Verifique os sites e redes sociais dos seus filhos. Instale configurações corretas e meios de rastreamento para saber onde seu filho (a) navega. É possível ainda, instalar programas que bloqueiam sites e redes indesejadas. Para isso, peça ajuda a alguém da área de informática.

4 – Participe da vida do seu filho (a). Pais participativo-democráticos (tanto exigentes quanto responsivos. São pais centrados tanto na relação quanto na socialização e desenvolvimento do filho. Apresentam muitas regras e limites e também muito afeto e envolvimento, “dão bastante, mas também pedem muito”: são aqueles que educam dando muito apoio, atenção emocional, estrutura positiva e direção para os filhos. Consequências para os filhos: estas crianças definem-se e são classificadas como mais competentes em todos os níveis, ou seja, boa autoestima, habilidades sociais, estilo de atribuição otimista, bom desempenho escolar e capacidade de enfrentamento das dificuldades.

5 – Apresente ao seu filho (a) os projetos de vida de vocês. Envolva-os na tomada de decisões da família, quando tiver idade suficiente para isso ou dentro dos limites que não os preocupem excessivamente ou prejudique.

6- Conheça os amigos e familiares dos filhos, os problemas que os filhos enfrentam, ajude nas tarefas escolares, converse sobre temas diversos, conte sobre sua vida, passado lutas e vitórias alcançadas.

7 – Deixe o adolescente confiar em você e contar suas frustrações, alegrias, perdas e erros cometidos. Evite brigar e criticar para que não passe a esconder tudo de você. Mostre as consequências que enfrentará, sejam boas ou ruins, elas são importantes de serem destacadas sem exageros.

8 – Reforce bons comportamentos com elogios sinceros e comedidos, eles tem um efeito muito melhor do que as críticas, surras e ameaças.

9 – Evite dar aparelhos de celular para as crianças. Cria uma superestimulação cerebral prejudicial, gerando ansiedade e depressão.

10 – Separe tempo para as atividades religiosas em parceria com os filhos.

 

Fernando Salto 20/04/2017